sábado, 29 de maio de 2010

Os filtros do entendimento:

holding hands Pictures, Images and Photos
Os nossos cinco sentidos estão 24 horas recolhendo informação, mesmo quando estamos dormindo, nosso organismo está silenciosamente atento. Já se acordou com o telefone tocando ou um outro barulho externo? Interessante é que você estava dormindo um sono profundo. Enquanto você estava dormindo tranquilamente seu sistema autônomo inconsciente ao seu consciente, estava trabalhando por você.
A informação que entra em nosso mundo interno, passa pelo que poderíamos chamar de “Filtros”. Estes filtros são responsáveis de reciclar a informação. Um destes filtros, é conhecido como Generalização.

A Generalização é muito útil, por exemplo, para aprender gramática.Em Frances, cada vez que aparecem as palavras NE e PAS antes e depois de um verbo, significa uma negação “ Tu ne vas pas au cinema?” Você não vai ao cinema?
Sem a Generalização seria impossível aprender a partir de uma regra de conhecimento já existente.
Por outro lado, constantemente agimos no presente baseados nas experiências e conhecimentos que aprendemos no passado.
Muitas vezes acertamos, entretanto, sempre corremos o risco de concluir generalizando, como por exemplo, dizer que todas as pessoas que vêem de um determinado país reagem da mesma maneira ou que todas as crianças que se esquecem das letras na hora de escrever, são disléxicas.
Em muitas ocasiões alguém diz algo e entendemos o contrário, ou dizemos algo e somos mal entendidos. Isto acontece porque cada um está aplicando seus próprios filtros de entendimento e um deles é a Generalização.
Então para melhorar a comunicação e saber o que os demais estão falando, faça perguntas para ter certeza ou se aproximar mais do que a pessoa está comunicando.
Exemplo: “Não aprendi nada nesta classe!”( nada, é uma generalização) Você lhe pergunta. Como assim? O que é nada para você? Se lembra de algo que foi dito na classe?
Assim, você pode saber com mais exatidão, o que a pessoa está querendo dizer, talvez para ela “Nada” significa não entender partes do conteúdo, ou um detalhe que não ficou claro, ou entende a teria e não sabe como aplicar na prática.
Fazer este tipo de perguntas no nosso dia a dia para as pessoas com as quais nos relacionamos, com certeza, vai melhorar nossos relacionamentos interpessoais.
Aprendemos também a escutar mais, o que é sem sombra de dúvida, um fator chave para uma comunicação eficaz. Será só por isto que temos dois ouvidos e uma boca? ( pode ser uma generalização...)....(:

Escrito por Lucimara Mendes
Copyright (c)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A lenda do Rei

A história e o video sao da minha autoria, e fiz com muito carinho.
Espero que gostem!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Uma mensagem de amor


Até os 3 anos de idade é difícil para a criança saber ou sentir o que os outros sentem. O seu mundo ainda é muito egocêntrico. Tudo gira em torno dela e à medida que ela vai crescendo vai aprendendo a compartilhar, e a entender os outros. Ela aprende que as pessoas também sentem dor, fome, sede, vergonha, medo, felicidade e todas as características que fazem de nós seres humanos. É tão mágico quando uma criança faz esta descoberta, é um momento único, é a perda da inocência no sentido de conhecer e sentir de maneira solidaria o sofrimento alheio.
Me lembro como se fosse hoje quando isto aconteceu comigo:
Era inverno e eu e minha mãe estávamos fazendo compras no centro da cidade.
Que legal sair com minha mãe, além de passearmos pelas lojas de mãos dadas, compras coisinhas, ainda íamos comer algo em uma lanchonete. Eu achava minha mãe a mulher mais bonita do mundo.
Enquanto eu desfrutava de sua companhia, uma cena chamou minha atenção:
Um menino estava pedindo esmola na rua, e tremia de frio, parei no meio daquela rua cheia de gente e falei: - mãe deixa eu dar minha jaqueta para ele.
Minha mãe me olhou com aqueles olhos dóceis e me levou embora dizendo que havia comprado aquela linda jaqueta que eu vestia, com muita dificuldade.
Na verdade eu não entendi muito bem, e fiquei triste pensando naquele menino e quando fiz 17 anos comecei a trabalhar como voluntária em uma favela de São Paulo, e ali encontrei muitas outras crianças que sentiam fome e frio.
Que alegria, porque pude ajudar e dar carinho para essas crianças.

Voltando ao tema do egocentrismo parece que muitos adultos não saíram desta fase e se esquecem que aquilo que não queremos para nós nem para as pessoas que amamos não deveríamos fazer para os outros.
Interessante isto:
Aqueles que roubam, não querem ser roubados.
Aqueles que matam não querem ser mortos.
Aqueles que enganam não querem ser enganados.
Aqueles que usam de violência, não querem sofrer violência.
Aqueles que caluniam, não querem ser caluniados.
Aqueles que destroem a natureza, não querem que destruam suas casas, seus bens.

Desejo que neste ano de 2009 esta menina ou menino pequenininho e egoísta que está dentro de cada um de nós, cresça em amor, pureza e solidariedade se tornando uma criança maravilhosa que viverá para sempre no nosso coração.

Feliz Natal e um próspero Ano Novo!

Lucimara